sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Empresa quer construir complexo eólico de R$ 10 bilhões na Serra Vermelha, no Sul do Piauí

O Piauí receberá um novo complexo eólico, desta vez, na região da Chapada do Gurguéia, região da Serra Vermelha, no sul do estado. O projeto foi apresentado ao governador Wellington Dias nesta quinta-feira (23), no Palácio de Karnak, pelos representantes do Complexo e da empresa Vilco Engenharia e Consultoria Eólica, que atua há sete anos no mercado na área de energias renováveis.

Área da Serra Vermelha, no sul do Piauí, empresa quer implantar complexo eólico na região

O projeto de implantação do Complexo Eólico da Chapada do Gurguéia está em fase de estudos de pré viabilidade. A expectativa é de que seja construído um grande parque eólico com mais de 500 geradores e potência de 1.2 a 1.7 GW. Em dentro de 4 ou 5 anos o projeto estará desenvolvido e apto para vender energia nos leilões.

O diretor da Vilco, Sérgio Augusto, chama a atenção para a questão ambiental. “O Complexo será na Serra Vermelha, localizada em uma região limite do Parque Nacional da Serra das Confusões, no entanto, a eólica é uma estrutura que traz benefícios para a sociedade e tem menor impacto ambiental. O Parque não será, de forma alguma, prejudicado”, esclareceu.

Para o diretor do Complexo Eólico, Alessandro Fernandes, a autorização e apoio do governo é essencial para a implantação do projeto. “Precisaremos, sobretudo, de suporte na parte ambiental e melhorias na infraestrutura, nas estradas da região, que é de difícil acesso. É necessário que tenhamos condições de acesso por via terrestre para que seja possível o transporte de equipamentos”, pontou.

A estimativa de investimentos é de R$ 10 bilhões. “O incentivo nessa área de energia limpa é uma prioridade do governo. Aqui pedi que seja feito um bom projeto de viabilidade técnica, econômica, ambiental e social. Que seja apresentado um cronograma, no qual esclareça o papel do estado no licenciamento, nos incentivos fiscais, na área da regularização fundiária e no acompanhamento de empréstimos, para que a parte do governo possa ser cumprida com segurança”, destacou Wellington Dias.

O governador W.Dias participou de reunião com representantes da Vilco, empresa que está realizando os estudos de viabilidade do complexo eólico da Serra Vermelha / Imagem: Divulgação

Com o Complexo, cerca de 22 mil empregos diretos e indiretos serão gerados. “Haverá geração de emprego e renda tanto no processo de implantação, quanto após a construção do Complexo. Portanto, temos que trabalhar com antecedência a qualificação profissional na região para que os moradores possam atuar no projeto. Gerar emprego também é prioridade do governo”, concluiu o governador.

Além do novo parque em estudo o Piauí já tem parques e complexos eólicos instalados, em construção ou em expansão no litoral e na Serra do Araripe, outra área de energia que vem ganhando força é a  solar, com a instalação de uma usina em São João e outra em Ribeira do Piauí, todos investimentos bilionários de empresas nacionais e internacionais.

Serra Vermelha

A Serra Vermelha é uma área rica em biodiversidade, composta por áreas preservadas de vegetação de caatinga, cerrado e Mata Atlântica. A serra é um imenso chapadão que faz parte da mesma cadeia montanhosa da Serra da Capivara e Serra das Confusões. Por seu grande valor ambiental e por ainda não ter sido explorada, a área tem sido foco de disputas entre ambientalistas e madeireiras.

Desmatamento feito pela JB Carbon na área da Serra da Vermelha,
agora a região poderá receber um complexo eólico

Em 2007, após ser noticiado nacionalmente que a empresa JB Carbon estava desmatando a área para a produção de carvão para abastecer industrias do sudeste, foi apresentado projeto para a criação do Parque Nacional da Serra Vermelha, no entanto o projeto ainda não saiu do papel, pois o governo do estado não concordou com a criação do parque. Em 2011 a empresa JB Carbon acabou sendo proibida pela justiça de continuar com o desmatamento. Em 2016 a justiça federal mandou que o ICMBio incorporasse o lugar ao Parque da Serra das Confusões.

Fonte: Com informações do Governo do Piauí

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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Teresina ganhará fabrica de placas de energia solar e usina fotovoltaica

Os investimentos em energia solar no Piauí crescem cada vez mais e mais um passo foi dado para a implantação de uma fábrica de placas de energia solar no estado. Em audiência no palácio de Karnak nesta segunda-feira (13), o Governo do Estado estreitou acordo com empreendimentos europeus do setor de energia fotovoltaica, representados pelo empresário italiano Paolo Roncali. A previsão é que o investimento seja instalado dentro do Projeto Vale do Silício do Piauí, projetado pelo Estado para execução na região do Socopo, zona Leste de Teresina.

Teresina receberá investimento na instalação de uma fábrica de painéis solares para geração de energia solar, o empreendimento também contará com a instalação de uma usina de energia solar com capacidade para
 gerar 5 megawatts / Imagem: Ilustração

No Vale do Silício piauiense, além da fábrica de produção de materiais para geração de energia fotovoltaica, estão sendo projetadas áreas de moradia e de saúde. Outra intervenção programada é o Centro de Inovação Tecnológica e Artes (CITA), que vai reunir pesquisadores acadêmicos e produtores e artistas culturais.

A implantação da usina no Piauí é um dos resultados das últimas agendas internacionais do Governo do Estado na Europa. “Quando eu estive na Holanda e na Itália nós tratamos de projetos relacionados a essa parte de energia. Agora recebemos aqui os empreendedores e acertamos a implantação, junto com o projeto chamado Vale do Silício do Piauí. Neste ambiente teremos a construção de uma fábrica de placas solares e produção de equipamentos de energia solar e uma usina de produção de energia solar com capacidade de cinco megawatts de potência”, informou Dias.

Pequena usina de energia solar do Projeto Megawatt Solar Eletrosul, em Florianópolis, SC, ela produz apenas 1 MW de energia. Teresina ganhará uma com capacidade para produzir 5 MW.

Na audiência foi acordado que o Estado se dispões em suas estruturas próprias, como escolas, hospitais, e sedes de administração, onde há grande consumo energia elétrica; de se comprometer em adquirir os equipamentos para produção de energia solar, produzidos no Piauí. Além disso, o governo se comprometeu em garantir os incentivos necessários através da Agência de Fomento e do Fundo da Previdência. Para Wellington Dias, a ação é um grande investimento, com rentabilidade de 25% sobre o valor investido.

“Fico muito feliz, é uma oportunidade de ter grupos de ponta do mundo em design, com condições de oferecer estruturas local para a produção de prédios modernos, que gerem energia e economia para empreendimentos de diferentes setores”, pontuou o governador.

O governador Wellington Dias em reunião com empresários europeus que querem investir
 no projeto Vale do Silício do Piauí / Imagem: Divulgação

De acordo com o secretário de Mineração Petróleo e Energias Renováveis, Luís Coelho, a fase agora é de firmar o termo de compromissos mútuos entre o Estado e as empresas. Ele acredita que o ramo da energia solar, além de rentável, é sustentável. “Teresina ganha e a população ganha também afinal trata-se de um investimento moderno, nós estamos trabalhando com energia fotovoltaica”, afirmou dizendo ainda que objetivo é de também criar avenidas com instalações movidas por energia solar, gerando emprego, melhores condições de moradia, e avanço tecnológico.

“Nós vamos traçar planejamento. Quanto mais rápido melhor. A empresa tem interesse de vir logo e o governo de investir. Já pontuamos de onde virão os recursos. Está tudo pontuado para dar certo”, concluiu o secretário.

Lixo que gera energia

Outro setor de investimentos apontados pelo empresariado europeu se refere à gestão de resíduos. A proposta é implantar a longo prazo nos municípios do Piauí mecanismos que garantam o aproveitamento do lixo orgânico para a geração de energia. A técnica, já aplicada em países da Europa como a Alemanha, extrai de resíduos sólidos descarados e em decomposição gases que podem gerar energia. O metano é um desses biogases que são produzidos naturalmente e que podem ser convertidos em energia elétrica.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

ICMBio renova parceria com a Fumdham e deve repassar R$ 950 mil para manutenção da Serra da Capivara em 2017

 Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) renovou, nesta segunda-feira (19), o termo de parceria com a Fundação Museu do Homem Americano (Fumdham) para a manutenção da gestão compartilhada no Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí.

O Parque Nacional Serra da Capivara enfrenta problemas financeiros devido a falta de repasse de recursos
pelo governo federal

A parceria prevê o repasse, já em janeiro de 2017, de R$ 970 mil à Fumdham. Os recursos, oriundos de compensação ambiental, deverão ser aplicados em pesquisa, manutenção dos sítios arqueológicos e gestão do parque. O termo de parceria havia sido suspenso no ano passado

“O ICMBio reconhece a importância estratégica da parceria com a Fumdham na co-gestão do parque e tem total interesse na manutenção da cooperação histórica”, disse o presidente Soavinski, ao confirmar que recebeu todo o apoio do ministro Sarney Filho, do Meio Ambiente, para a renovação do acordo.

O ministro do Meio Ambiente Sarney Filho, assim que assumiu o cargo no começo do governo Temer, fez uma visita surpresa a Serra da Capivara e se comprometeu a ajudar na manutenção do parque.

A parceria com a Fumdham começou em 2010. Desde então, o Instituto fez repasse de R$ 5,6 milhões à fundação. Em outubro de 2015, no entanto, o contrato teve a vigência encerrada. Tão logo a nova direção do Ministério do Meio Ambiente e ICMBio tomou conhecimento do fato, iniciou as negociações para contornar o impasse, o que ocorre agora.

Fiscalização

O ICMBio mantém quadro de servidores efetivos e terceirizados no parque, que cuidam das ações de proteção, fiscalização, monitoramento, combate a incêndios florestais e outras ações técnico-administrativas.

Para isso, investe, em média, R$ 2,5 milhões por ano de verbas orçamentárias. De 2010 para cá, o Instituto aplicou R$ 11 milhões na unidade, além dos 5,6 milhões repassados à Fundação Museu do Homem Americano nesse mesmo período.

Fonte: Governo Federal, ICMBIO

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

CSN investirá R$ 540 milhões em projeto agroflorestal que irá gerar 5 mil empregos no sul do Piauí

O Piauí segue atraindo cada vez mais investimentos e dessa vez foi a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) quem apresentou projeto de investimento no estado. Em reunião, nessa segunda-feira (28), com o Governo do Piaui, no Palácio de Karnak, apresentou projeto que pode resultar na geração de 5 mil empregos na região Sul do estado. Trata-se de projeto integrado agroflorestal a ser desenvolvido em área correspondente a 175 mil hectares, abrangendo os municípios de Floriano, Jerumenha, Nazaré do Piauí, Canavieira, Itaueira, Pavussu e Uruçuí.

CSN quer investir R$ 540 milhões e gerar cerca de 5 mil empregos em projeto agroflorestal no Piauí


O projeto prevê a instalação de um componente agrícola localizado em Urucuí, com 44 mil ha, além de um componente florestal situado em Floriano, com 131 mil ha. Inicialmente, o plano é de que as terras sejam utilizadas para plantio de soja e eucalipto.

“Estamos acertando uma pactuação para qualificação de mão de obra nessa região. Queremos piauienses ocupando essas vagas que vão surgir e toda nossa equipe abraçando como um projeto do Piauí”, declarou o governador Wellington Dias.

Reunião entre representantes da CSN com o governador Wellington Dias

A CSN tem a estimativa de investir R$ 540 milhões nos empreendimentos, sem contar o valor já utilizado na compra das terras. Cerca de 105 mil hectares já foram adquiridos ou estão em fase de aquisição. No momento, a companhia está resolvendo questões burocráticas relacionadas ao licenciamento do projeto.

“Tem uma série de possibilidades na parte de geração de energia, desenvolvimento de produtos derivados da madeira, geração de grãos, óleos e outros produtos alimentares”, explicou Davi Salama, diretor-executivo da CSN.

Governo anuncia a retomada das obras da Transnordestina

A notícia da retomada das obras da Transnordestina animou os investidores. As terras adquiridas ficam em um raio de 30 a 40 quilômetros da ferrovia, que deve se configurar no principal canal de escoamento conjunto da produção, por meio dos portos de Pecém e Suape, no Nordeste.

Representantes da CSN também informaram ao governador a retomada das obras da ferrovia Transnordestina

A resposta do Governo do Piauí ao projeto empolga os executivos da CSN. “Muito importante esse trabalho conjunto com a iniciativa pública. Trabalhando juntos. Conseguimos maximizar os resultados do projeto. Agradeço mais uma vez ao governador Wellington Dias e sua equipe pela receptividade dada ao projeto”, completou Salama.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Empresa espanhola quer instalar fábrica de torres eólicas e gerar mais de mil empregos no semiárido do Piauí

Com a expectativa de ser a primeira fábrica de torres de energia eólica no estado do Piauí, a empresa Acciona apresentou, nessa terça-feira (1º), o projeto de produção ao Governo do Estado do Piauí. A iniciativa tem como objetivo a fabricação e comercialização de torres eólicas, que dará suporte a outras empresas que já comercializam energia renovável gerada pelo vento.

Acciona, grupo espanhol atua na construção e energias renováveis e quer instalar no interior do Piauí 
uma fábrica de torres eólicas para abastecer os parques eólicos
 que estão sendo construídos no  semiárido / Imagem: Divulgação

A empresa pretende se instalar nos municípios de Lagoa do Barro e Queimada Nova, com projeto para atender outras cidades da região. “A perspectiva da Acciona é de abrir uma fábrica que seja o dobro das demais, que sai de uma produção de duas torres a cada 15 dias e irá passar para quatro torres no mesmo período. Com a instalação, serão empregados, de imediato, 500 pessoas e posteriormente mais mil”, destaca Lucile Moura, diretora de Atração para Investimentos da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Tecnológico (Sedet).

Lucile acrescenta ainda que a fábrica já atende a Casa dos Ventos, na Bahia, levando torres de uma indústria que fica localizada no Rio Grande do Norte, andando em torno de mil quilômetros e que, com a sua instalação no Piauí, esse percurso será reduzido pele metade do que se é executado, tornando-se o melhor acesso.

Representantes da Acciona se reuniram com o Governo do Estado para apresentar o projeto de implantação da fábrica de torres eólicas no estado / Imagem: Divulgação

Para a instalação da Acciona, a Sedet, por meio da Diretoria de Atração para Investimentos, irá criar um protocolo de intenções para saber as requisições da empresa, bem como o acesso a água, estrada, rede elétrica, hotelaria, mão de obra qualificada para a fábrica de torres e concreto, operação e manutenção, entre outros.

“Como fala o governador, esse é um projeto que deixa de ser da empresa e passa a ser do Governo do Estado do Piauí. E o nosso papel é acompanhar a implantação dessas ações. É um empreendimento que muito nos agrada, já que é o primeiro empreendimento que faz parte do implemento das fontes de energias renováveis como a eólica, porque a gente tem a produção de energia, mas tudo vem da Bahia e agora produziremos aqui com essa empresa”, finalizou a diretora da Sedet.

A Acciona

A ACCIONA é um conglomerado empresarial espanhol que atua em áreas de construção e energias renováveis. A empresa está no Brasil desde 1996 e emprega no país mais de 3 mil funcionários. Dentre os principais empreendimentos no Brasil  estão as obras do Terminal T2 do Porto do Açu, em São João da Barra e a rodovia federal BR-393, ambas no estado do Rio de Janeiro, e o anel viário Rodoanel Mario Covas em São Paulo.

Fonte: Governo do Piauí e Acciona

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