quarta-feira, 30 de novembro de 2016

CSN investirá R$ 540 milhões em projeto agroflorestal que irá gerar 5 mil empregos no sul do Piauí

O Piauí segue atraindo cada vez mais investimentos e dessa vez foi a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) quem apresentou projeto de investimento no estado. Em reunião, nessa segunda-feira (28), com o Governo do Piaui, no Palácio de Karnak, apresentou projeto que pode resultar na geração de 5 mil empregos na região Sul do estado. Trata-se de projeto integrado agroflorestal a ser desenvolvido em área correspondente a 175 mil hectares, abrangendo os municípios de Floriano, Jerumenha, Nazaré do Piauí, Canavieira, Itaueira, Pavussu e Uruçuí.

CSN quer investir R$ 540 milhões e gerar cerca de 5 mil empregos em projeto agroflorestal no Piauí


O projeto prevê a instalação de um componente agrícola localizado em Urucuí, com 44 mil ha, além de um componente florestal situado em Floriano, com 131 mil ha. Inicialmente, o plano é de que as terras sejam utilizadas para plantio de soja e eucalipto.

“Estamos acertando uma pactuação para qualificação de mão de obra nessa região. Queremos piauienses ocupando essas vagas que vão surgir e toda nossa equipe abraçando como um projeto do Piauí”, declarou o governador Wellington Dias.

Reunião entre representantes da CSN com o governador Wellington Dias

A CSN tem a estimativa de investir R$ 540 milhões nos empreendimentos, sem contar o valor já utilizado na compra das terras. Cerca de 105 mil hectares já foram adquiridos ou estão em fase de aquisição. No momento, a companhia está resolvendo questões burocráticas relacionadas ao licenciamento do projeto.

“Tem uma série de possibilidades na parte de geração de energia, desenvolvimento de produtos derivados da madeira, geração de grãos, óleos e outros produtos alimentares”, explicou Davi Salama, diretor-executivo da CSN.

Governo anuncia a retomada das obras da Transnordestina

A notícia da retomada das obras da Transnordestina animou os investidores. As terras adquiridas ficam em um raio de 30 a 40 quilômetros da ferrovia, que deve se configurar no principal canal de escoamento conjunto da produção, por meio dos portos de Pecém e Suape, no Nordeste.

Representantes da CSN também informaram ao governador a retomada das obras da ferrovia Transnordestina

A resposta do Governo do Piauí ao projeto empolga os executivos da CSN. “Muito importante esse trabalho conjunto com a iniciativa pública. Trabalhando juntos. Conseguimos maximizar os resultados do projeto. Agradeço mais uma vez ao governador Wellington Dias e sua equipe pela receptividade dada ao projeto”, completou Salama.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Empresa espanhola quer instalar fábrica de torres eólicas e gerar mais de mil empregos no semiárido do Piauí

Com a expectativa de ser a primeira fábrica de torres de energia eólica no estado do Piauí, a empresa Acciona apresentou, nessa terça-feira (1º), o projeto de produção ao Governo do Estado do Piauí. A iniciativa tem como objetivo a fabricação e comercialização de torres eólicas, que dará suporte a outras empresas que já comercializam energia renovável gerada pelo vento.

Acciona, grupo espanhol atua na construção e energias renováveis e quer instalar no interior do Piauí 
uma fábrica de torres eólicas para abastecer os parques eólicos
 que estão sendo construídos no  semiárido / Imagem: Divulgação

A empresa pretende se instalar nos municípios de Lagoa do Barro e Queimada Nova, com projeto para atender outras cidades da região. “A perspectiva da Acciona é de abrir uma fábrica que seja o dobro das demais, que sai de uma produção de duas torres a cada 15 dias e irá passar para quatro torres no mesmo período. Com a instalação, serão empregados, de imediato, 500 pessoas e posteriormente mais mil”, destaca Lucile Moura, diretora de Atração para Investimentos da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Tecnológico (Sedet).

Lucile acrescenta ainda que a fábrica já atende a Casa dos Ventos, na Bahia, levando torres de uma indústria que fica localizada no Rio Grande do Norte, andando em torno de mil quilômetros e que, com a sua instalação no Piauí, esse percurso será reduzido pele metade do que se é executado, tornando-se o melhor acesso.

Representantes da Acciona se reuniram com o Governo do Estado para apresentar o projeto de implantação da fábrica de torres eólicas no estado / Imagem: Divulgação

Para a instalação da Acciona, a Sedet, por meio da Diretoria de Atração para Investimentos, irá criar um protocolo de intenções para saber as requisições da empresa, bem como o acesso a água, estrada, rede elétrica, hotelaria, mão de obra qualificada para a fábrica de torres e concreto, operação e manutenção, entre outros.

“Como fala o governador, esse é um projeto que deixa de ser da empresa e passa a ser do Governo do Estado do Piauí. E o nosso papel é acompanhar a implantação dessas ações. É um empreendimento que muito nos agrada, já que é o primeiro empreendimento que faz parte do implemento das fontes de energias renováveis como a eólica, porque a gente tem a produção de energia, mas tudo vem da Bahia e agora produziremos aqui com essa empresa”, finalizou a diretora da Sedet.

A Acciona

A ACCIONA é um conglomerado empresarial espanhol que atua em áreas de construção e energias renováveis. A empresa está no Brasil desde 1996 e emprega no país mais de 3 mil funcionários. Dentre os principais empreendimentos no Brasil  estão as obras do Terminal T2 do Porto do Açu, em São João da Barra e a rodovia federal BR-393, ambas no estado do Rio de Janeiro, e o anel viário Rodoanel Mario Covas em São Paulo.

Fonte: Governo do Piauí e Acciona

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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Piauí é o estado menos violento do Nordeste e o quarto do Brasil

O Piauí é o estado mais seguro do Nordeste, de acordo com dados publicados pelo 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. De 2014 para 2015, houve uma redução de 9,4% do número na taxa de mortes violentas letais por 100 mil habitantes.

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Piauí é o quarto estado menos violento do país, em 2015 no estado foi registrada uma taxa de 20,8 mortes por 100 mil habitantes / Imagem: Divulgação

Comparado aos demais estados das outras regiões, o Piauí aparece como o quarto mais seguro do Brasil, empatado com Minas Gerais, com uma taxa de 20,8 mortes por 100 mil pessoas em 2015. Já em 2014, o Piauí aparecia como o quinto mais seguro, com 23 mortes por 100 mil habitantes, e Minas Gerais, o quarto colocado, com 21,3 mortes por 100 mil.

Segundo o secretário de Estado da Segurança, Fábio Abreu, os resultados se devem a um planejamento da atual gestão em combater os crimes nas regiões com maior incidência de violência. “Diariamente, fazemos o monitoramento das ocorrências e das áreas e fazemos o planejamento do policiamento ostensivo e investigativo, por meio de parceria entre as instituições de segurança”, afirma Abreu, declarando ainda que as Polícias Militares e Civis do Piauí possuem homens comprometidos com a segurança pública.

As estatísticas são referentes a homicídios dolosos, latrocínios e mortes com algum tipo de intervenção. Os dados foram publicados pelo Fórum Nacional de Segurança Pública, que detém a autoria do anuário. Em primeiro lugar, aparece São Paulo como o estado mais seguro do país com apenas 11, 7 mortes por 100 mil habitantes. Os estados de Santa Catarina e Roraima surgem com taxas de 14,3 e 18,2, respectivamente.

Infográfico G1

Os três estados mais violentos do Brasil são do Nordeste, no caso Sergipe, com 57,3; Alagoas, com 50,8; e Rio Grande do Norte, com registro de 48,6 de mortes violentas e intencionais por 100 mil pessoas. Clique aqui para conferir os dados completos.

Fonte: Com informações do Governo do Piauí

sábado, 29 de outubro de 2016

Governo e Caixa discutem financiamento de R$ 5 bilhões para realização de obras no estado

O governador Wellington Dias se reuniu com o vice-presidente de Habitação da Caixa Econômica Federal, Nélson Antônio Souza, nesta sexta, 28. Na ocasião, ambos assinaram o termo de cooperação para os estudos de viabilidade de projetos e garantia de financiamento de cerca de R$ 5 bilhões para Parcerias Público-Privadas (PPPs) investirem em diversas áreas.

 O Porto de Luis Correia é uma das obras que podem receber financiamento para terminar sua construção através de uma PPP(Parceria Público-Privada) / Imagem: Morais Brito

Os projetos apresentados incluem a modernização do metrô de Teresina através da instalação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), a universalização do saneamento básico do interior do estado, aeroporto de Teresina, Porto de Luís Correia, Ferrovia Meio Norte e Rodovia Transcerrados. “Temos trabalhado na estruturação de diversos projetos de PPPs, que são essenciais para a promoção do desenvolvimento econômico”, pontuou o governador.

Governo e Caixa discutem financiamento de cerca de  R$ 5 Bilhões para obras em PPP(Parceria Público-Privada) / Imagem: Divulgação

No encontro, ficou acertado ainda a criação de um grupo de trabalho para atuar de forma integrada a área da construção civil, com a Caixa Econômica e os órgãos do Estado. “Precisamos de uma condição incentivadora, com redução de custos e/ou de burocracia para que trabalhemos em dois grandes projetos”, destacou Wellington Dias.

Os projetos são O Minha Casa, Minha Vida 3, para a faixa de renda de famílias que ganham 1,5 salários mínimos por mês e o programa de financiamento de material de construção para as famílias que queiram ampliar e reformar suas casas.

“Acertamos ainda um cronograma para um contrato de empréstimo, algo em torno de R$ 300 milhões, voltados para infraestrutura”, atentou o vice-presidente, Nélson Antônio Souza.

A rodovia Transcerrados também está entre as obras que podem receber o financiamento, a rodovia fica no sudoeste do Piauí, região onde se concentra a maior parte da produção agrícola do Piauí, os produtores sofrem com as péssimas condições da rodovia, atualmente apenas cerca de 50 kms estão asfaltados, outros cerca de 117 estão em obras, o restante deve entrar no programa de PPP / Imagem: G1

Nomeada como coordenadora do grupo de trabalho, a vice-governadora Margarete Coelho planeja solucionar os entraves que dificultam os investimentos no setor da construção civil. A grande dificuldade que temos no desenvolvimento de determinados setores é esse encontro entre a disponibilidade de recursos a serem investidos na área e o trajeto que o empresário tem que percorrer ate chegar ao empréstimo. Este grupo de trabalho irá procurar soluções a fim de que a construção civil do estado possa, através desses investimentos, produzir mais, e gerar emprego e renda”, esclareceu.

Na próxima terça-feira, 1º, Wellington se reunirá com o presidente Michel Temer para dialogar diversos pontos, dentre eles, a necessidade de medidas para ampliar investimentos públicos, através da continuidade de obras, novas obras, garantia de crédito ao setor público e privado e de uma política de redução de juros.

Fonte: Com informações do Governo do Piauí

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Empresas japonesas devem investir R$ 1 bilhão em um complexo agroindustrial no Piauí

Uma parceria entre o Piauí e o Japão pode garantir a aplicação de investimentos na ordem de R$ 1 bilhão para a implantação de um complexo agroindustrial de abate de frangos e derivados no Piauí. Empresas multinacionais, dentre elas a Mitsubishi, estudam fazer o investimento junto ao grupo Tomazini, que já investe há mais de 10 anos no Estado na área do agronegócio de avicultura. Para isso, o governo está estabelecendo diálogo constante com investidores do Japão, a fim de garantir tais tipos de transações entre o país e o Estado.

Aiichiro Matsunaga, presidente da Câmara do Comércio Japão/Brasil, disse ter mudado sua concepção sobre o Piauí após conhecer as potencialidades do estado / Foto: Governo do Piauí

O potencial econômico do Piauí tem chamado a atenção de investidores por todo o mundo. Os próximos a empreender e apostar no estado serão os empresários japoneses, que se mostram interessados em investir em diversas áreas, dentre elas a mineração, energia eólica e solar, agronegócio, infraestrutura, saúde, educação e turismo.

No mês de setembro, os investidores do Japão estiveram focados em conhecer as possibilidades de negócios que o Piauí oferece e se surpreenderam. “Tive que rever todas as minhas concepções sobre o Piauí. Vamos fortalecer as relações entre Brasil e Japão, através das relações com o Piauí, pois é um estado que tem muito a oferecer e crescer”, declarou o presidente da Câmara do Comércio Japão/Brasil, Aiichiro Matsunaga, durante evento realizado neste mês para a apresentação das potencialidades piauienses.

Uma das áreas que chamou bastante atenção foi a do agronegócio. No Piauí, o grupo Tomazini já investe há 10 anos na produção de grãos e pretende expandir o negócio, o que despertou o interesse de algumas empresas japonesas, dentre elas a Mitsubishi.

Fazenda Serra Branca, em Uruçuí, pertence ao Grupo Tomazini, que pretende fazer parceria com os japoneses na implantação do projeto de um grande complexo agroindustrial no Piauí e
 que já está em fase de implantação

Para que possam conhecer de forma efetiva no que pretendem investir, os empreendedores virão novamente ao Piauí. Em outubro, haverá uma visita às instalações do grupo Tomazini no município de Uruçuí, onde atualmente trabalham com a produção de frangos. “Os japoneses gostam de ver, de presenciar e sentir o desenvolvimento do negócio, mas já demonstraram total interesse pelo empreendimento, tanto para fazer uma sociedade, quanto para investir em equipamentos”, pontuou o consultor da Fundação Getúlio Vargas, Joaquim Bezerra.

A expansão do empreendimento resultará na potencialização da exportação e abastecimento do mercado do Norte e Nordeste, além da geração de mais de 6 mil empregos. Hoje, a empresa possui quase 140 mil hectares, dos quais 40 mil estão em fase de operação, e geram 7 mil empregos diretos e indiretos.

O intercâmbio bilateral entre os empresários piauienses e japoneses é intermediado pelo Governo do Estado, o que possibilita, de acordo com o governador Wellington Dias, melhor organização e planejamento. “Temos o desafio de fazer a economia crescer, gerando mais emprego e renda. Os empreendimentos estrangeiros são ótimas oportunidades e o nosso papel é canalizar bons investimentos para o estado”, destaca o chefe do executivo.

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